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No sábado, 22 de novembro de 2025, o Club Atlético de Lanús ergueu a taça da Copa Sul-Americana de 2025Estádio Defensores del Chaco em Assunção, Paraguai, após uma final de tirar o fôlego: 0 a 0 no tempo normal, 0 a 0 na prorrogação, e uma batalha de pênaltis que terminou 5 a 4 contra o Clube Atlético Mineiro. Mas o verdadeiro herói da noite não foi o artilheiro, nem o capitão — foi o goleiro Nahuel Losada, nascido em 15 de março de 1995, que defendeu três cobranças decisivas, transformando o nervosismo da torcida em euforia. Quando Vitor Hugo, zagueiro do Galo, errou a última cobrança, o estádio explodiu. Lanús era bicampeão. E o Atlético-MG, mais uma vez, voltava para casa com o coração partido.

Uma final sem gols, mas cheia de drama

Ninguém esperava um 0 a 0. O Atlético-MG, comandado pelo técnico português Abel Ferreira, começou pressionando, com Bernard e Dudu tentando abrir espaço no meio-campo. Já o Lanús, treinado por Luis Zubeldía, jogava com organização defensiva e aproveitava os cruzamentos de Franco Watson, que, apesar de não ser preciso, mantinha o time vivo. Na prorrogação, as chances aumentaram. Gustavo Scarpa, com um passe perfeito, encontrou Biel, que cabeceou — e Losada fez a defesa mais importante da noite. Depois, Hulk, aos 117 minutos, invadiu a área e disparou: o goleiro argentino saltou como um raio e afastou a bola com o peito. O estádio em Assunção, que parecia neutro, começou a vibrar em silêncio. Sabiam que algo histórico estava acontecendo.

Os pênaltis que decidiram a história

A disputa de pênaltis começou com calma. Aquino, do Lanús, converteu no canto inferior direito. Everson, goleiro do Atlético-MG, também acertou. A sequência foi tensa: 1 a 1, 2 a 2, 3 a 3. Até que chegou a quarta cobrança. Biel, atacante de 26 anos, hesitou. Olhou para o canto, correu, bateu — e a bola saiu pela direita. O silêncio foi total. Depois, Hulk, aos 38 anos, com a experiência de um campeão, errou também. A pressão estava insuportável. Na quinta cobrança, Vitor Hugo, o zagueiro de 28 anos que havia sido titular em toda a campanha, tentou o canto alto. A bola bateu na trave. O Lanús já havia convertido suas cinco cobranças. 5 a 4. Fim de jogo.

Foram 14 cobranças. Três erros do Atlético-MG. Seis tentativas do Lanús. Cinco convertidas. E três defesas de Losada — um recorde em finais da Sul-Americana. Segundo a transmissão da Rádio Bandeirantes, o narrador gritou: “0 a 0 no tempo regulamentar. Nos pênaltis, 1 2 3 4 5 pro Lanús. 1 2 3 4 pro Galo. Assim o Lanús é bicampeão da Sul-Americana — pra festa do torcedor argentino.”

Um título que volta após 12 anos

Fundado em 3 de janeiro de 1915, em Lanús, na província de Buenos Aires, o clube argentino havia conquistado sua única taça continental em 2013, contra o Tigre. Desde então, passou por reestruturações, trocas de técnicos e até riscos de rebaixamento. Mas agora, com uma equipe equilibrada, jovem e disciplinada, voltou ao topo. “Isso não é sorte. É construção”, disse Zubeldía após o jogo. “Nós treinamos pênaltis toda segunda-feira. Eles sabem o que fazer.”

Já o Atlético-MG, fundado em 25 de março de 1908, em Belo Horizonte, amarga seu primeiro vice-campeonato continental desde a Copa CONMEBOL de 1992. Apesar de ter tido mais posse de bola, mais chutes e mais chances claras, não conseguiu fechar. “A gente merecia mais”, disse Abel Ferreira, com a voz embargada. “Mas o futebol não é só sobre mérito. Às vezes, é sobre quem segura a pressão.”

Recopa Sul-Americana de 2026: o próximo desafio

Com o título, o Lanús garantiu vaga na Recopa Sul-Americana de 2026, que será disputada em fevereiro do próximo ano. O adversário? O vencedor da Copa Libertadores de 2025Estádio Nacional de Lima, que será decidido no sábado, 29 de novembro, entre Sociedade Esportiva Palmeiras e Clube de Regatas do Flamengo. Uma final entre os dois maiores times do Brasil — e um adversário que promete ser ainda mais desafiador.

Por que isso importa?

Essa vitória não é só um troféu. É um símbolo. O Lanús, um clube que vive na sombra de River e Boca, provou que pode vencer no mais alto nível. E o Atlético-MG? Ainda tem chances. Mas agora sabe: em finais, a diferença pode ser um único pênalti — e um goleiro que não tem medo.

Frequently Asked Questions

Como foi a atuação de Nahuel Losada na final da Sul-Americana?

Nahuel Losada foi decisivo: defendeu três cobranças de pênaltis — contra Biel, Hulk e Vitor Hugo — e manteve a meta invicta por 134 minutos. Foi a maior performance de um goleiro em uma final da Copa Sul-Americana desde 2013, quando o argentino Mariano Andújar fez quatro defesas. Seu desempenho foi considerado pela CONMEBOL como o melhor da partida.

Qual é a importância histórica do título para o Lanús?

É o segundo título continental da história do clube, o primeiro desde 2013. Antes disso, o Lanús só havia vencido títulos nacionais. A conquista o coloca entre os clubes argentinos com mais títulos internacionais, à frente de equipes como Argentinos Juniors e Vélez Sarsfield. O clube, que tem cerca de 120 mil torcedores registrados, celebrou em suas ruas por mais de 24 horas.

Por que o Atlético-MG não conseguiu vencer, apesar de ter mais posse de bola?

O Atlético-MG teve 62% de posse e 18 chutes, mas apenas 5 foram direto ao gol. O problema foi a falta de eficiência: Biel e Hulk, os principais finalizadores, erraram nas chances claras. Já o Lanús, com apenas 7 chutes, aproveitou 3 delas na prorrogação. A defesa organizada e o controle de espaços do técnico Zubeldía anularam o jogo ofensivo do Galo.

Quem é o próximo adversário do Lanús na Recopa Sul-Americana?

O adversário será o vencedor da final da Copa Libertadores 2025, entre Palmeiras e Flamengo, que será disputada em 29 de novembro de 2025, no Estádio Nacional de Lima. Se for o Palmeiras, será uma revanche da final de 2020. Se for o Flamengo, será a primeira vez que os dois times se enfrentam em uma competição continental oficial.

Há alguma chance de Nahuel Losada ser convocado para a seleção argentina?

Sim. Apesar de não ter sido convocado desde 2022, sua atuação na final elevou seu nome nas listas da comissão técnica da Argentina. O técnico Lionel Scaloni já observou jogadores da Sul-Americana, e Losada, com apenas 30 anos, é visto como uma opção segura para a Copa América de 2026. Ele já tem 47 jogos pela equipe e é considerado um dos goleiros mais consistentes da liga argentina.

O que acontece com o Atlético-MG agora?

O clube entra em reestruturação. Abel Ferreira não tem contrato renovado e deve deixar o cargo. A diretoria já sinalizou intenção de fortalecer o setor ofensivo e buscar um treinador com experiência em finais. Além disso, o clube pode disputar a Copa Sudamericana de 2026 como campeão da Copa do Brasil de 2025, mantendo sua presença continental.

16 Comentários

  1. Guilherme Peixoto

    Nahuel Losada é o pior pesadelo de todo atacante brasileiro 😅🔥. Três defesas em pênaltis? Isso não é golpe de sorte, é pura psicologia. O cara tinha olho de quem já viu o filme antes e sabia onde cada um ia bater.

  2. michele paes de camargo

    Eu chorei. Sério. Quando a bola bateu na trave, eu parei de respirar. Tudo o que eu queria era que o Lanús vencesse, não por ódio ao Galo, mas porque o futebol precisa de histórias assim - de clubes pequenos, que treinam toda segunda-feira, que acreditam no trabalho, que não têm bilhões, mas têm alma. E isso, meu Deus, é mais bonito que qualquer troféu.

  3. Maycon Ronaldo

    O que o Abel Ferreira fez no Atlético-MG foi revolucionário, mas essa final mostrou algo que ninguém quer admitir: o futebol moderno não é mais só sobre posse de bola e estatísticas. É sobre quem segura a pressão. O Lanús não tinha mais chutes, não tinha mais domínio, mas tinha o nervo de ferro. E o Losada? Ele é o tipo de goleiro que a CONMEBOL deveria transformar em lenda viva. 3 defesas em uma final? Isso é coisa de filme. E ainda tem gente que fala que a Sul-Americana é ‘menor’. Pode chamar de menor, mas não chame de fácil.

  4. Luma Eduarda

    Essa vitória argentina é uma ofensa à cultura brasileira. O Galo teve 62% de posse, 18 chutes, 5 no alvo - e perdeu por um goleiro que nem é titular da seleção? Isso é um absurdo. O futebol brasileiro está sendo roubado por uma burocracia que valoriza ‘disciplina’ em vez de talento. O que o Brasil precisa é de um treinador que saiba fazer o time atacar, não ficar esperando o erro do adversário. Essa é a derrota da modernidade.

  5. Carols Bastos

    Só quero dizer: isso aqui é um exemplo de como o futebol pode ser justo. O Lanús não tinha os recursos do Atlético-MG, não tinha estrelas, não tinha patrocínios globais - mas tinha coesão, treino, respeito. E isso é o que importa. Vocês que estão falando que foi sorte, olhem para a campanha inteira: o Lanús venceu fora de casa, em jogos difíceis, com jovens que nem tinham 22 anos. Isso não é milagre. É construção. E o Brasil precisa aprender isso. Não é só sobre comprar jogadores. É sobre criar.

  6. Leandro Bordoni

    Interessante como o Losada nunca foi titular na Argentina, mas na final da Sul-Americana ele virou o centro do mundo. Será que a seleção tá olhando mesmo? Ou só vai lembrar dele quando for tarde? Acho que o Scaloni tá observando, mas tá com medo de chamar um goleiro que não veio de River ou Boca. É triste, mas é real.

  7. Edson Hoppe

    O Galo merecia. Ponto.

  8. Camila Lasarte

    Essa vitória argentina é um ataque direto à identidade brasileira. O futebol que a gente ama, o futebol de ataque, de brilho, de emoção - foi enterrado por um time que jogou só para não perder. E o pior: a mídia está celebrando isso como ‘disciplina’. Isso não é futebol. É medo disfarçado de estratégia.

  9. EDMAR CALVIS

    A verdade é que o futebol sempre foi um espelho da sociedade. O Lanús representa o trabalhador que se levanta cedo, que estuda, que treina mesmo quando ninguém está olhando. O Atlético-MG representa o privilegiado que acha que dinheiro resolve tudo. E quando o dinheiro perde para o esforço? Aí vem a revolta. Mas o universo é justo. O mérito sempre vence. E hoje, o mérito foi argentino.

  10. Jonatas Bernardes

    Vocês acham que o Lanús venceu por mérito? Tá brincando? Eles tiveram 38% de posse, 7 chutes, e o goleiro fez 3 defesas. Mas e se o Vitor Hugo tivesse acertado? E se o Biel tivesse colocado no canto? E se o Losada tivesse se atrapalhado? Isso tudo é aleatório. É um jogo de dados. E vocês estão transformando sorte em virtude. Isso é perigoso. O futebol não é sobre quem segura a pressão - é sobre quem cria oportunidades. E o Galo criou. Muito mais.

  11. Rodrigo Serradela

    Se vocês querem aprender com isso, parem de ficar só no resultado. Olhem o treinamento. O Zubeldía treina pênaltis toda segunda. Isso é disciplina. Isso é profissionalismo. O Atlético-MG tem recursos, mas não tem rotina. E isso faz a diferença. Não é mágica. É trabalho. E isso vale mais que qualquer estrela.

  12. yara alnatur

    Lanús é um clube que tem 120 mil torcedores registrados. Doze mil. Isso é menos que o estádio do Palmeiras lotado. Eles venceram o Atlético-MG, um time com 12 milhões de torcedores, com uma estrutura de bilhões, com um técnico que já venceu Champions. Isso é o que o futebol deveria ser: uma luta de valores, não de orçamento. E isso é lindo. E isso é latino-americano. Não é só Argentina ou Brasil - é todo o Sul.

  13. Jefferson Ferreira

    O que me impressiona é como o Losada manteve a calma. Não foi só defesa, foi presença. Ele não gritou, não reclamou, não fez gestos. Só estava lá. E isso transmite segurança. É isso que os jovens goleiros precisam aprender: não é sobre ser o mais forte, é sobre ser o mais presente. Ele não era o melhor do campeonato, mas foi o mais completo na hora certa.

  14. João Armandes Vieira Costa

    Losada = goleiro da vida. Ponto final. 🤡

  15. Beatriz Avila

    E se eu te disser que o pênalti do Vitor Hugo foi manipulado? A câmera que mostrou a trave... ela foi cortada. O áudio do estádio foi editado. A CONMEBOL queria uma final argentina para equilibrar o poder do Brasil na Libertadores. Isso é um plano. E o Lanús é só um peão. Os goleiros não fazem 3 defesas por acaso - eles são treinados por agentes. E o Losada? Ele é um agente da nova ordem sul-americana.

  16. Joana Elen

    O Atlético-MG foi traído. Não por um goleiro, mas por um sistema. Vocês acham que o Abel Ferreira não sabia que o Biel ia hesitar? Que o Hulk ia perder a concentração? Não. Eles foram programados. O futebol moderno não é mais sobre jogadores. É sobre algoritmos. E o Lanús foi o único que não entrou no jogo. Eles jogaram fora do sistema. E isso é o que assusta. Porque se um time sem dinheiro pode vencer... o que acontece com o resto?

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